Os 4 tipos de empresas presentes no e-commerce e suas tendências

Pensando amplamente em modelos de venda, podemos dizer que há 4 tipos de empresas de comércio eletrônico, lembrando que uma mesma empresa, em muitos casos pode atuar em mais de um destes tipos.

1) B2B (Negócio‐a‐Negócio), ou seja, a venda entre organizações (Empresas).
Exemplos: Balão da informática, Staples e até mesmo empresas como a Dell que atua fortemente no mercado B2C (Negocio-a-consumidor), mas também tem um foco para empresas.

2) B2C (Negócio‐a‐Consumidor), ou seja, a venda entre organizações e consumidores.
Exemplos: Corello, Gallerist, ShoeBiz, Schutz, entre outros milhares. Podemos incluir aqui também sites de compras coletivas como o Grupon, Peixe Urbano e etc.

3) Intra‐organizacional, ou seja, a venda no ambiente interno das organizações.
Exemplos:
Electrolux (Funcionários e amigos), com a venda de seus produtos com desconto para funcionários em um e-commerce exclusivo.
Liberty Seguros (Affinity) com a venda de seguros com vantagens para os funcionários, também com uma Loja virtual exclusiva.

4) C2C (Consumidor‐a‐Consumidor), ou seja, a venda entre consumidores através de um canal disponibilizado por uma ou mais empresas.
Para este modelo temos dois subtipos de negócio, o Generalista, por exemplo, o Mercado Livre que vende qualquer tipo de produto, e o de nicho, com empresas como a Enjoei que vende especificamente roupas usadas.

Por: Gabriel Lima (eNext)

Dentro destes 4 modelos de empresas é possível aplicar diversos modelos de comércio eletrônico, tais como os que seguem abaixo.

Empresas de Comércio Eletrônico vencedoras serão aquelas que puderem mudar a forma pela qual os consumidores pensam e a maneira pela qual eles fazem negócios.

‐ Ecommerce orientado para aplicações sociais
‐ Mobile Commerce
‐ Cross‐Channel ou Multi Canal
‐ Compras Coletivas
‐ E-commerce de Nicho, ou lojas virtuais especializadas
‐ Microtransações ou Serviços
‐ Marketplaces

Tendências:

Não importa o tipo de sua empresa, mas já se sabe que hoje uma das maiores tendências do mercado é voltada para automação de todos os processos de trabalho, através da tecnologia e a capacitação de todos os funcionários, para uma melhor coordenação e gerenciamento dos fluxos, sempre visando entregar ao cliente produtos com algum diferencial, criando um valor agregado maior e com exclusividade.

Um dos impactos mais importantes do comércio eletrônico no mercado como um geral, é a mudança na estruturada indústria, tais como nos exemplos citados abaixo:

1) Redução de intermediários (Ex: Fim das agências de turismo)
Criação de Novos Modelos de Negócios (Ex: Expedia, Booking, etc.)

2) Vendas Diretas (Ex: Brastemp, Schutz, etc.)
Fabricas e marcas vendendo diretamente ao consumidor final, sem a necessidade de Varejistas.

3) Serviços Online (Ex: Netmovies, Neolix, etc.)
Aluguel de vídeos online, fim das locadoras de vídeos

Destaques da Semana (28/04 a 06/05)

Consumidores brasileiros estão entre os que mais gastam sua renda no e-commerce
Consumidores brasileiros gastam em média 27% de sua renda disponível em compras pela web, à frente da média global (23%), segundo uma pesquisa realizada pela WorldPay em 15 países…

Consultoria em ecommerce - eNextBrasil se torna quinto país mais conectado do mundo e cresce no e-commerce
Um levantamento feito pela assessoria do PT no Senado apontou que o Brasil já é o quinto maior país do mundo quando o assunto é conectividade. Hoje, 37,4% da população – ou 75,9 milhões de brasileiros – já têm acesso à web…

Consultoria em ecommerce - eNextLojas Colombo firmam estratégia em redes sociais para “não perder dinheiro”
Muito mais do que uma forma de ganhar dinheiro, a escolha das Lojas Colombo de entrar nas redes sociais foi a de não perder oportunidades. Com faturamento que fica em torno de R$ 50 mil ao mês de compras no e-commerce vinda de …

IKEA experimenta vendas online com sofás
A IKEA já vende em Portugal através da Internet. A aventura lusa de ecommerce da fabricante sueca está inicialmente limitada aos sofás, mas a intenção é alargar o serviço a outros produtos…

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Marketing de Afiliados. Atenção nele!

Na elaboração do plano de marketing é comum que a atenção e esforço se concentrem nos buscadores como o Google discutindo palavras-chave, CPC e SEO. Isto ofusca outros importantes canais como Email marketing, Blogs e mídias sociais. O que falar então do Marketing de Afiliados? Muitas vezes renegado ou simplesmente esquecido nas estratégias de marketing ele pode ser uma importante força geradora de tráfego e fortalecimento da Marca.


O Marketing de Afiliados tem por trás o conceito de que as pessoas estão dispostas a indicar e compartilhar com seus contatos oportunidades de negócio e marcas, e que esta recomendação pode ser remunerada, dando o estímulo financeiro necessário para esta nova forma de conquistar clientes.
Dois fatores de destaque nesta forma de marketing são o custo e a qualidade de tráfego que ele gera. Quando este modelo surgiu anos atrás a forma mais comum de remuneração do afiliado era o PPC (Pay per click) ou até mesmo a remuneração baseada na visualização do anúncio. Nestes modelos o afiliado não está vinculado ao resultado financeiro da ação, pois a conversão ou não da visita ou visualização em compra não impacta seus ganhos.

Por isso ao longo do tempo houve uma migração para um modelo de remuneração baseado no PPS (Pay per sale) ou CPA (Cost per action) em que a ação pode ser a própria compra, o preenchimento de um formulário, participação em quizz, entre outras. Dessa forma o risco é compartilhado entre o afiliado e o lojista que oferece um valor fixo ou percentual da venda para cada compra que o afiliado esteve envolvido.

O Referral Marketing, considerado por alguns como parte do marketing de afiliados enquanto outros tratam de forma separada, também é importante e deve ser considerado. Ele tem um papel próximo ao tradicional boca-a-boca atuando na recomendação do produto e marca para sua rede de relacionamento. O que temos visto é que a oferta de recompensas, não necessariamente financeira, a este público é capaz de potencializar este comportamento, gerando ganhos de resultado financeiro e imagem para o lojista. Como dito anteriormente, embora a remuneração financeira seja a principal forma temos também a oferta de produtos exclusivos, a possibilidade de compra antecipada em lançamentos, entre outras.

No final do dia o Marketing de Afiliados oferece ao lojista umas das melhores alternativas em termos de ROI e imagem e por isso tem crescido no Brasil. Nos Estados Unidos a Zappos, referência em e-commerce, chegou a ter mais de 50% de suas vendas originadas pelo programa de afiliados.
Existe no mercado diversas ferramentas para gestão de programa de afiliados, porém esta é uma realidade para poucas empresas de grande porte. Para as empresas de médio e pequeno porte uma alternativa é a contratação de empresas especializadas que possuem sua própria rede de afiliados ou a busca por parcerias com atividades complementares que possam gerar recomendações.

Destaques da Semana (23/04 a 27/04)

Como aumentar as vendas sem mídia online?
A velha máxima da propaganda diz que para você (marca) aparecer é preciso que as pessoas saibam que você exista. Eu concordo com isso, não seria maluco de dizer o contrário, afinal em qualquer teste de recall de propaganda marcas com Coca-Cola…

Consultoria em ecommerce - eNextClones do Pinterest se multiplicam na China, alguns vao além e apostam no ecommerce
O Pinterest mal se tornou popular e os chineses já criaram vários clones do site. Segundo a BBC, até o momento sao mais de 20 – alguns copiam o design do original nos mínimos detalhes…

Consultoria em ecommerce - eNextFaturamento do comércio eletrônico deve crescer 25% no Dia das Mães
O comércio eletrônico deve registrar crescimento de 25% no Dia das Mães deste ano, na comparação com 2011. Com isso, a expectativa é que o faturamento alcance R$ 950 milhões, segundo estimativa…

Giuliana Flores aposta em conceito de cashback com Meliuz
Loja virtual de flores aposta no conceito inovador de cashback. Consumidores que comprarem na Giuliana Flores a partir do Meliuz recebem 10% do valor da compra de volta. Com o objetivo de trazer mais oportunidades…

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Código de Defesa do Consumidor terá capítulo sobre comércio eletrônico

O Código de Defesa do Consumidor (Lei 8078/1990) deve ganhar um novo capítulo, totalmente voltado ao comércio eletrônico. O anteprojeto específico sobre esse tema foi apresentado…

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Five Ways to Turn Your Website into a Sales Machine

Your online presence is a vital part of any sales strategy. But is your website the sales powerhouse it should be? Replicating the effectiveness of the face-to-face sales process online…

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Adiada votação da PEC que altera distribuição do ICMS de comércio eletrônico

As novas regras para distribuição do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) incidente sobre produtos comprados pela internet, no chamado comércio eletrônico (e-commerce), só serão apreciadas…

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Vale a pena ter uma loja no Facebook?

O comércio virtual e as redes sociais vivem um momento de expansão no Brasil. O Facebook já se tornou uma plataforma de relacionamento das marcas com os consumidores, mas aparece também como um ambiente com potencial para vendas…

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Dicas para ganhar agilidade e controle na operação do seu e-commerce.

 

Uma das maiores dificuldades enfrentadas pelos gestores de e-commerce é o desenvolvimento dos processos operacionais e como garantir que eles estão sendo executados da forma correta. Uma operação má estruturada, sem processos, se torna um verdadeiro gargalo para o negócio, impossibilitando o seu crescimento e o que é ainda pior, gera erros operacionais que resultam na insatisfação dos clientes.

O gestor do e-commerce deve sempre levar em consideração as especificidades do seu negócio para estruturar seus processos adequadamente. Abaixo estão alguns pontos que devem ser analisados:

Mix de Produtos: os processos podem variar de acordo com o tamanho dos produtos, valor agregado, tempo de recebimento, fornecedor, etc.

Estrutura de Pessoas: a quantidade e o nível dos funcionários são determinantes para a criação de um bom processo operacional;

Área e Organização do Estoque: a área destinada para a logística do e-commerce deve ser bem analisada para que consiga um melhor aproveitamento de seu espaço

ERP: entender bem o funcionamento do seu sistema de gestão e todas as funcionalidades que ele oferece pode tornar seus processos muito mais seguros e ágeis, aumentando sua eficiência.

WMS (Warehouse Management System): esse sistema não é algo crucial para a operação do seu negócio, mas caso sua empresa conte com uma gestão de estoque através de uma plataforma WMS, você poderá criar processos que possibilitem uma operação ainda melhor. Esses sistemas possuem funcionalidades específicas para o controle de estoque, possibilitando a criação de processos mais detalhados.

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Para auxiliar os gestores que já estão com a operação ativa e aqueles que estão estruturando um novo negócio, segue abaixo algumas dicas para a criação de cada fluxo.

 - Cadastro de Produto:

Para conseguir uma maior agilidade para a entrada de novos produtos no site, a sugestão é de criar o cadastro dos produtos logo no momento do pedido de compra ao fornecedor. Nesse momento o responsável pelo Comercial deve passar todas as informações necessárias para a pessoa responsável pelo cadastro de produtos para cadastrá-los no ERP ou, caso não tenha sistema de gestão, diretamente na Plataforma. Quando o produto chegar no estoque, basta conferir com o pedido de compra e ativá-lo na plataforma de e-commerce.

 - Fotos

O mal gerenciamento da produção de fotos pode ser um grande gargalo para qualquer e-commerce e por isso deve seguir um processo muito bem desenhado e com um rígido controle pelo responsável. O ideal é criar um manual de fotos, com todas as posições bem definidas, para manter um padrão e criar uma melhor experiência para o cliente. Além disso, é extremamente importante ter um controle dos produtos que já possuem fotos e quais ainda necessitam passar pelo fotógrafo. Dessa forma você consegue ter um gap menor no tempo de chegada do produto até sua ativação para venda.

- Processo de Picking, Packing e Posting:

Uma das principais diferenças do E-commerce para o Varejo Tradicional é o processo de coleta, embalagem e entrega dos produtos. Enquanto no varejo tradicional o processo ocorre separadamente por pedido, no e-commerce o processo deve ocorrer em horários determinados durante o dia. Esse horário é definido com base no horário em que as transportadoras irão passar para coletar os pedidos. Dessa forma é possível ganhar em qualidade e escala, aumentando a eficiência de cada funcionário.

- Processo de Trocas e Devoluções:

O processo de Trocas e Devoluções deve ser tratado de forma rápida e com muita atenção, pois podem ocorrer diversos fatores que impactam no resultado do negócio.

Esse processo demanda muita agilidade para que o cliente não fique insatisfeito e não tenha o sentimento de que foi enganado em seu processo de compra, mesmo quando ele próprio tenha cometido um erro na aquisição do produto. Reverter uma má experiência de compra através de um atendimento de qualidade e um processo ágil é de extrema importância para qualquer empresa, e principalmente para comércio virtual.

Outro ponto crucial dessa operação deve ser o controle de todo o fluxo por 2 motivos principais. Primeiro para evitar que o cliente receba um novo produto que não esteja de acordo com o que ele está esperando, e em segundo lugar, porque nesse processo de troca e devolução é possível encontrar algumas fraudes aplicadas por falsos clientes.

Você deve estar se perguntando: como é possível realizar fraude após a compra?

A verdade é que existem diversas formas, mas a mais comum é comprar um produto original e pedir a troca enviando um produto falso no lugar do produto comprado originalmente. Também existem casos em que os “clientes” utilizam os produtos e após o uso, danificam de forma proposital, simulando um defeito que na verdade não existia. O responsável por analisar cada pedido de troca e devolução deve se atentar as características dos produtos para evitar que ocorra esse tipo de fraude.

Para ter um melhor aproveitamento no seu negócio, faça as adaptações necessárias com base nos fluxos acima e mantenha um controle em cada etapa dos processos para ganhar cada vez mais agilidade, crescer de forma coordenada e obter a satisfação de seus clientes. Outra sugestão é a criação de indicadores para cada parte do processo. Dessa forma, é possível medir onde a sua operação está ineficiente, a fim de melhorar cada vez mais e chegar próximo da excelência operacional.

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